A
VIDA COMO ELA É...
Por: Aline F. Santos(*)
“A
vida líquida é uma vida precária, vivida em condição de incerteza constante.”
(Zygmunt
Bauman)
Todo ser humano, ao
longo de sua vida, carrega dentro de si um certo vazio interior. Cada um, de
uma maneira ou de outra, busca algo para preencher esse vazio para que seus
desejos se realizem. Todos buscam uma satisfação plena também chamada de
felicidade. Muitos utilizam drogas e medicamentos para satisfazer um desejo
momentâneo. Outros buscam abrandar seu vazio através do amor.
A pessoa quando começa
a amar outra, possui a seguinte ilusão: acredita que esta pessoa irá suprir sua
falta, ou seja, preencher aquele vazio para sempre. Porém, depois de um tempo
de relacionamento, ambos descobrem que não é bem assim que funciona porque idealizaram
um tipo de pessoa para se relacionarem.
Queremos ter ao nosso lado, alguém que nos
faça feliz, que nos preencha e que satisfaça todos os nossos tipos de desejos.
Quando amamos,
valorizamos características do outro, certo? Segundo Freud, pai da psicanálise,
mesmo amando, o ser humano nunca está plenamente satisfeito com aquela pessoa.
Percebemos que o amor
romântico ainda existe em nossa sociedade. Mas, segundo o sociólogo Zygmunt
Bauman, o que predomina atualmente é a
presença do amor líquido que faz parte da vida líquida. Mas, o que é amor
líquido? O que é vida líquida?
Amor líquido para
Bauman são os relacionamentos em que não há preocupação com o passado e nem com
o futuro do casal. É um amor sem compromisso e os dois já possuem a consciência
que esse amor não vai durar para sempre. Muitos noivos, ao marcarem a data para
o casamento, já pensam: “ Nós vamos casar e se não der certo, separamos.” O
casal que pensa dessa forma vive uma vida líquida, logo, um amor líquido.
Bauman também afirma
que esse modelo de amor funciona como um “mercado de consumidores”, porque
ocorre a troca entre os parceiros. É como irmos ao shopping e comprarmos um
produto por impulso e não porque realmente necessitamos e gostamos dele. Ás
vezes, compramos apenas para tentar preencher o nosso vazio. E a mesma coisa
acontece dentro de um relacionamento vivido com o amor líquido. Muitos casam
com determinadas pessoas, apenas para serem bem vistos perante a sociedade ou
com o intuito de adquirir melhor posição social e não porque sentem amor verdadeiro por ela.
Então, a pessoa se torna um objeto onde a qualquer momento ela será
“descartada” da vida do outro.
Não podemos ser objeto
do outro e muito menos usar o outro como um objeto nosso que compramos, usamos e depois jogamos fora,
afinal, ninguém é um copinho descartável!...
(*) Aline cursa o 2º
ano de Jornalismo pela Unilago.
HTTP://www.alinefsantos-jornalismo.blogspot.com
E.mail.<aline.fernanda18@bol.com.br>
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