Quanta gente!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


A VIDA COMO ELA É...

Por: Aline F. Santos(*)

“A vida líquida é uma vida precária, vivida em condição de incerteza constante.”

(Zygmunt Bauman)

Todo ser humano, ao longo de sua vida, carrega dentro de si um certo vazio interior. Cada um, de uma maneira ou de outra, busca algo para preencher esse vazio para que seus desejos se realizem. Todos buscam uma satisfação plena também chamada de felicidade. Muitos utilizam drogas e medicamentos para satisfazer um desejo momentâneo. Outros buscam abrandar seu vazio através do amor.

A pessoa quando começa a amar outra, possui a seguinte ilusão: acredita que esta pessoa irá suprir sua falta, ou seja, preencher aquele vazio para sempre. Porém, depois de um tempo de relacionamento, ambos descobrem que não é bem assim que funciona porque idealizaram um tipo de pessoa para se relacionarem.

 Queremos ter ao nosso lado, alguém que nos faça feliz, que nos preencha e que satisfaça todos os nossos tipos de desejos.

Quando amamos, valorizamos características do outro, certo? Segundo Freud, pai da psicanálise, mesmo amando, o ser humano nunca está plenamente satisfeito com aquela pessoa.

Percebemos que o amor romântico ainda existe em nossa sociedade. Mas, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o que predomina  atualmente é a presença do amor líquido que faz parte da vida líquida. Mas, o que é amor líquido? O que é vida líquida?

Amor líquido para Bauman são os relacionamentos em que não há preocupação com o passado e nem com o futuro do casal. É um amor sem compromisso e os dois já possuem a consciência que esse amor não vai durar para sempre. Muitos noivos, ao marcarem a data para o casamento, já pensam: “ Nós vamos casar e se não der certo, separamos.” O casal que pensa dessa forma vive uma vida líquida, logo, um amor líquido.

Bauman também afirma que esse modelo de amor funciona como um “mercado de consumidores”, porque ocorre a troca entre os parceiros. É como irmos ao shopping e comprarmos um produto por impulso e não porque realmente necessitamos e gostamos dele. Ás vezes, compramos apenas para tentar preencher o nosso vazio. E a mesma coisa acontece dentro de um relacionamento vivido com o amor líquido. Muitos casam com determinadas pessoas, apenas para serem bem vistos perante a sociedade ou com o intuito de adquirir melhor posição social  e não porque sentem amor verdadeiro por ela. Então, a pessoa se torna um objeto onde a qualquer momento ela será “descartada” da vida do outro.

Não podemos ser objeto do outro e muito menos usar o outro como um objeto nosso  que compramos, usamos e depois jogamos fora, afinal, ninguém é um copinho descartável!...







(*) Aline cursa o 2º ano de Jornalismo pela Unilago.

HTTP://www.alinefsantos-jornalismo.blogspot.com

E.mail.<aline.fernanda18@bol.com.br>

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