Quanta gente!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


A VIDA COMO ELA É...

Por: Aline F. Santos (*)

 “A pior cadeia do mundo é a cadeia do cérebro. A pior coisa que existe é não ter liberdade de pensar.”

(Arnaldo F. Vieira)

   Há alguns anos atrás, os brasileiros sofriam com a ditadura imposta pelo governo de Getúlio Vargas. Dependendo da sua idade você lembra claramente daquele tempo, se você é mais jovem, deve ter estudado na escola, certo?

   Pois bem! O que vou escrever hoje é exatamente sobre esse terrível período que nossos antepassados viveram. Naquele tempo, no Brasil muitas e muitas pessoas morreram por causa da ditadura, pois não tinham a liberdade de expressar o que pensavam. Um exemplo de pessoa que sofreu muito foi Augusto Barbieri Júnior. Era dentista e professor da USP. Foi preso por afirmar aos militares que não era comunista. Junto com ele haviam mais quarenta e sete pessoas. Essas pessoas não tinham direito a comer e nem beber. A todo o momento eram violentados e torturados pelos militares. Das quarenta e sete pessoas somente ele e mais duas sobreviveram. Augusto saiu de lá sendo carregado pelo pai em cima de uma cadeira. Já não conseguia andar, pois, queimaram a sola dos seus pés com soda cáustica. Possuía sete tipos de câncer.  Foi internado e preso várias vezes, mas, nunca entregou nenhum de seus amigos. Anos mais tarde, uma pancada na cabeça lhe tirou a vida...

   Essa é uma breve biografia de umas das pessoas que viveram no tempo da ditadura. Mas nós sabemos que outros milhares de brasileiros morreram de forma horrenda. Morreram porque não tiveram vergonha de expressar o que pensavam, morreram porque não tiveram medo de lutar pelos direitos que tinham. A maioria daquelas pessoas era jovens estudantes que tinham um objetivo na vida. Objetivo de lutar por um país melhor e viver com dignidade.

   A maior riqueza que o ser humano possui é ter uma MENTE QUE PENSA. O pensamento é uma joia tão preciosa que ninguém pode roubar de ninguém. Como disse meu professor Arnaldo, a pior coisa que existe é não ter liberdade de pensar. A maioria dos soldados é treinada para não pensar. Por isso, que atiram e matam qualquer um. Se pensassem, eles não matariam. O pior é que eles matam pessoas inocentes até hoje.

   O Brasil passou por muitas ditaduras e muita gente morreu em defesa dos direitos que temos hoje. Porém, a ditadura ainda não acabou. Se analisarmos bem, a cidade do Rio de Janeiro vive uma ditadura. O exército mata pessoas inocentes que muitas vezes são confundidas pela cor da pele ou simplesmente porque moram na favela. Não é porque moram na favela, que todos são traficantes e pertencem ao mundo do crime.

   O que não podemos é esconder nossos pensamentos e não termos vergonha e nem medo de reivindicarmos pelos nossos direitos.

   Se hoje houvesse uma nova ditadura, você teria coragem de dar a sua vida e o seu grito de liberdade como fizeram as pessoas no passado?

   Será que a nossa juventude está pronta para enfrentar os próximos desafios???

   Isso é para se pensar...



 (*) Aline cursa o 2º ano de Jornalismo pela Unilago.

HTTP://www.alinefsantos-jornalismo.blogspot.com

E.mail.<aline.fernanda18@bol.com.br>




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